domingo, 13 de maio de 2012


Mãe é aquele ser estranho

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Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do dente, coelho da páscoa, cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A! 
Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos,ganas, irrita, enlouquece, mas... É mãe.
Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha. Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada... Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada, arranca os cabelos  diante da morte...Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e  bruxa com um naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes  C, D, E... Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma. Mãe é contrato: irrevogável, vitalício, intransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de   choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó,dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias mosquitos, perigos. Mãe tem   intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende.   Ama, desmama desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta... Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu, é mãe é minha- e- eu- mato -quando- quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza...   Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de uma filha... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira. Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele.  Mãe é mãe, e faz cada coisa... 

(Texto de Hilda Lucas)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Era uma vez uma mangueira

Pela janela do meu quarto, na casa dos meus pais, eu sempre vi um pé de mangueira, no quintal de um vizinho.
Sei lá desde quando, ela sempre esteve lá.
Por estar sem cuidados, nem sei se dava manga, mas estava sempre lá.
O imóvel já estava vazio a um bom tempo.
Quando éramos crianças, moravam os padrinho do meu irmão.
Crescemos, eles se mudaram, o padrinho morreu.
Os herdeiros venderam a propriedade.
Antes de eu ir para o Japão, existiam um comércio lá, uma loja que vendia antenas.
Fechou, também hoje em dia muita gente tem TV a cabo, pra que antenas né?
Ficou fechada por um tempão, quando voltei no ano passado, estava fechado.
Mas a mangueira continuava lá.
Era a primeira coisa que eu via assim que acordava, até porque por ela sabia quando estava ventando ou não.
Via as folhas balançando, sabia que estava ventando. Do contrário, sabia que o ar estava totalmente parado.
Nesta semana, ficamos sabendo que alguém comprou o imóvel, o que vai ser ainda não sei.
Estão reformando, esta fechado com madeiras na frente.
E a mangueira, foi embora.
Eles cortaram a árvore.
Ontem começou o corte, hoje acordei com a uma serra elétrica funcionando.
Deu uma certa tristeza.
E o dia frio, nublado aumentou essa sensação.
A árvore desapareceu.
Foi embora.
E o tempo passa....
Minha filha não verá essa árvore quando crescer.
O que mais será que ela deixara de ver?


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FELIZ DIA DOS PAIS


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Passeio ao Shopping Morumbi

quarta-feira, 20 de julho de 2011

20 DE JULHO - DIA DO AMIGO





DIA DO AMIGO

Frases para Orkut



segunda-feira, 18 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rafaela




domingo, 12 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS - SAUDADES DO MEU AMOR

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Antes de ser mãe.......

Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas, tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria, 

nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe, eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava: 

Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então, eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe, ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, 

nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe, eu tinha controle sobre a minha mente, 

meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que segurar uma criança chorando, para que médicos pudessem fazer exames ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.

Nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, 

só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar, quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, 

pudesse mudar tanto a minha vida e que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, 

de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino, pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei à noite toda,

 cada 10 minutos, para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!







Nota da redação: este texto é uma tradução do texto "Before I was Mother" uma canção em inglês que era popular durante a Guerra Civil norte-americana.